Postagens em Destaque

Crônica de Quinta: Amanhã, na arena

Marina Manda Lembranças, quinta-feira, 23 de outubro de 2014




Falta o último debate. Amanhã, no Coliseu mais visto do país, os dois gladiadores se enfrentarão usando as armas que já conhecemos, com vigor ainda mais acirrado. Nas casas, como nos antigos circos, os espectadores irão torcer, preparando-se para, no domingo, voltar o polegar para cima ou para baixo. Paira no ar uma tensão inequívoca. Dizemos a isso política, mas o que verdadeiramente dá vibração ao roteiro é a química cerebral.

Se em vez de só olhar o lado externo estivéssemos monitorando o lado de dentro dos dois contendores, verificaríamos que as taxas de açúcar e a pressão sanguínea de ambos estão altas, elevadas pelo cortisol e pela epinefrina ( para os íntimos, adrenalina). E que, como nos homens em guerra, a testosterona impulsiona a agressividade.

O que aconteceria se os dois times de assessores soltassem no ar spray de oxitocina?

Busco respostas no livro "O que é sexo?", de Lynn Margulis e Dorion Sagan- respectivamente biólogo e escritor científico- e na entrevista da cientista Kestin Uvnas, autoridade mundial no "hormônio do amor".

A oxitocina sai do hipotálamo e parece ir direto para o coração, tornando-o todo amor. Tanto nos humanos, quanto nos animais. E até mais neles do que em nós, porque foram constatados verdadeiros surtos afetivos em macacos, que a ânsia de retribuição torna até perigosos. Com o spray no ar, os nossos gladiadores poderiam sorrir amigavelmente um para o outro, e trocar o tenso "Candidata"/"Candidato", por querido/querida, ou até o mais suave " meu bem". E, em vez de sair pela tangente, cada um responderia clara e delicadamente à pergunta do outro,

Mas a oxitocina tem muito mais a oferecer. Reduz o sangramento no parto, o que não diria respeito a essa situação, e induz a lactação, o que poria em risco a roupa da candidata. Tranquiliza, torna amáveis e acolhedores, o que transformaria em conversa fraterna o que havia sido programado para ser um enfrentamento. Desenvolve o apego, o que tornaria difícil a separação dos dois ao fim do debate. E aumenta a generosidade, o que levaria cada um dos candidatos a evitar perguntas ou colocações embaraçosas, para não constranger o outro.

Kerstin Uvnas atribui à oxitocina a sensação de "ver a luz ", ou a segurança e o calor interno do êxtase religioso, sintomas que, entretanto, costumam ser mais comuns entre os eleitores - mesmo sem spray- do que nos candidatos.

Não sendo suficiente o spray de oxitocina, - que só apresenta resultados consistentes em altas dosagens- a feniletilamina, ou FEA, seria ótima alternativa. Neurotransmissor apelidado "droga da paixão", quando injetado em camundongos, macacos e outros mamíferos leva-os a gemer de prazer. É ele que tem suas taxas elevadas nos amantes apaixonados, e é ainda ele que acelera o fluxo de informações entre os neurônios.

A FEA é lâmina de dois fios. Por um lado, ao estimular a paixão, nos lança no perigo da alta voltagem. Pelo outro, é ela que nos induz à prudência, nos faz desejar a estabilidade, nos torna fiéis.

Amanhã, os dois entram na arena. Sem intermediação de oxitocina ou feniletilamina. É o último combate, e podemos crer que será o mais duro. Para eles que o disputam, e para nós que sofreremos as consequências, seja qual for o resultado.

O Leitor Manda Lembranças: Ben Hur

O Ben Hur, é um leitor frequente de nosso site e um leitor apaixonado livros da Marina. Abaixo algumas fotos da visita mais recente que Marina fez a Goiânia. 





Resultado Promoção de Aniversário

Ontem, dia 18 de outubro foi dia de resultado da Promoção de Aniversário da Marina com o livro "Como Uma Carta de Amor" (Global Editora) e o ganhador da promoção foi o Fábio Uchoa. Parabéns Fábio! Obrigado a todos que participaram e em breve teremos novo sorteio.



Marina vence Prêmio Jabuti com o livro Breve História de um Pequeno Amor

A autora Marina Colasanti, com o livro Breve história de um pequeno amor, lançado em 2013 pela Editora FTD, é a vencedora do Prêmio Jabuti na categoria infantil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), responsável pela organização.
 
 
Vencedor também do Prêmio FNLIJ 2014, Breve História de um Pequeno amor, conta a história de uma escritora que encontra um ninho com dois filhotes de pombo. Por meio de uma prosa poética, o leitor compartilha as hesitações e os sucessos de uma história de crescimento e desenvolvimento. Como o próprio nome da obra diz, esta é uma história de amor, mas também de ciúme, aflição, paciência, saudade, preocupação, entre outros sentimentos.

 
CONFIRA OS VENCEDORES DAS PRINCIPAIS CATEGORIAS

Romance

1º lugar: 'Reprodução', de Bernardo Carvalho (Companhia Das Letras)

2º lugar: 'A maçã envenenada', de Michel Laub (Companhia Das Letras)

3º lugar: 'Opisanie Świata', de Veronica Stigger (Cosac Naify)


Conto e crônica

1º lugar: 'Amálgama', de Rubem Fonseca (Nova Fronteira)

2º lugar: 'Você verá', de Luiz Vilela (Editora Record)

3º lugar (empate): 'Nu, de botas', de Antonio Prata (Companhia Das Letras)

3º lugar (empate): 'Um solitário à espreita', de Milton Hatoum (Companhia Das Letras)


Poesia

1º lugar: 'Bernini - Poemas 2008-2010', de Horácio Costa (Demônio Negro)

2º lugar: 'Ximerix', de Zuca Sardan (Cosac Naify)

3º lugar: 'Jardim das delícias', de Marcus Vinicius Quiroga (Marcus Vinicius Quiroga)


Biografia

1º lugar: 'Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)', de Lira Neto (Companhia Das Letras)

2º lugar: 'Wilson Baptista: o samba foi sua glória!', de Rodrigo Alzuguir (Casa da Palavra)

3º lugar: 'O castelo de papel', de Mary del Priore (Rocco)


Reportagem

1º lugar: '1889', de Laurentino Gomes (Editora Globo)

2º lugar: 'Holocausto Brasileiro', de Daniela Arbex (Geração Editorial)

3º lugar: 'Um Gosto Amargo de Bala', de Vera Gertel (Editora José Olympio)


Infantil

1º lugar: 'Breve História de um Pequeno Amor', de Marina Colasanti (FTD)

2º lugar: 'Da Guerra dos Mares e das Areias: Fábula Sobre as Marés', de Pedro Veludo (Quatro Cantos)

3º lugar: 'Poemas que Escolhi para Crianças', de Ruth Rocha (Editora Moderna)


Juvenil

1º lugar: 'Fragosas Brenhas do Mataréu', de Ricardo Azevedo (Ática Editora)

2º lugar: 'As Gêmeas da Família', de Stella Maris Rezende (Editora Globo)

3º lugar: 'Uma Escuridão Bonita', de Ondjaki (Pallas Editora)


Tradução

1º lugar: 'A Anatomia da Melancolia', tradução de Guilherme Gontijo Flores (Editora UFPR)

2º lugar: 'Antologia da Poesia Clássica Chinesa', tradução de Ricardo Primo Portugal (Editora Unesp)

3º lugar: 'O Capital: Crítica da Economia Política, Livro I: O Processo de Produção do Capital', tradução de Rubens Enderle (Boitempo Editorial)

Crônica de Quinta: Meus caros três

Marina Manda Lembranças, quinta-feira, 16 de outubro de 2014




Caro Salmão, escrevo para oferecer-lhe minhas desculpas, embora sabendo que não as receberá. Você era uma peixe nobre, um ser que, fosse humano, mereceria brasão. Elegante na vida e sacrifical na morte. Heróico destino o levava a deixar o rio de origem para buscar os oceanos frios, e a voltar na idade adulta àquele mesmo rio, subindo corrente acima sem sequer se alimentar, para cumprir o dever de reprodução e morte na mesma água em que havia nascido.

Comer sua carne era então um privilégio, e de privilégio tinha o preço. E porque era tão bom e porque era tão caro, resolveu-se que mais cômodo e mais rentável seria criá-lo em cativeiro. Ontem comi sua outrora nobre carne, fatiada em sashimi. Parecia um mármore mole, toda rajada de gordura. E a cor, a bela cor de coral que era dada pela alimentação à base de crustáceos, deve-se agora a corantes administrados junto com a ração e os antibióticos. Acabou, para você, a desafiadora subida rio acima, saltando para vencer a correnteza e escapar dos ursos. Não há correnteza nos viveiros, só uma multidão de semelhantes sobrenadando sem meta, à espera da morte.

Amada Galinha, sei bem que não é do seu feitio frequentar a internet, não podendo, portanto, ler essas linhas com que tento diminuir minha culpa. Ainda assim, a gratidão me impele a dizer-lhe o quanto sempre gostei dos seus ovos. Criança ainda, catei-os mornos, tateando no ninho que você acabava de deixar. Era uma apropriação indébita, bem sei. Mas escarvando com a pata em busca de algo para ciscar, você nunca me olhou com reprovação. Eu fazia um furinho de um lado, um furinho do outro e mamava com gula de raposa.

Esses ovos, entretanto, pertencem ao passado. Hoje não tateio ninhos, compro os ovos em caixas no supermercado, e posso escolher entre Ovos de Granja, Ovos Caipira, Ovos orgânicos e ovos de diversas marcas. A sua autoria, amada Galinha, foi encoberta. Você que era a única responsável por aquela maravilha da natureza, foi transformada em elo quase menor da corrente produtiva.

Vive agora em viveiros de tela, espécie de containers para seres vivos, muitas vezes superpostos e sempre superpovoados. Por vezes, as fezes dos habitantes de cima caem nos de baixo. Ah, sim, não tem que ciscar por comida, ela lhe chega pontual, com todos os aditivos que permitirão depois classificar seu produto. Mas não creio que cante alegre como cantava antes ao acabar de expelir o ovo, e certamente sabe que nenhum deles será seu para o choco.

Prezado Bode, receba meus respeitos e meu pedido de perdão, embora nunca tenha sido consumidora da sua carne, nem apreciadora de buxada. Admirava, porém , sua tenacidade, sua determinação em viver mesmo com pouquíssima água e com tão pouco de comer. Sempre o considerei um elegante, ser que vive na pobreza sem deixar-se humilhar. Aconteceu, porém, que eu fosse a Mossoró e, no caminho, parasse para o almoço em grande churrascaria.

Naquela terra, pareceu-me um dever pedir churrasco de bode. Que maravilha de maciez e sabor chegou-me ao prato! Regalei-me. Passada a sobremesa, comentei minha surpresa com o garçom, não esperava fosse carne de bode tão delicada. Ao que ele me respondeu que era bode só no cardápio, no prato vinha cordeiro do Uruguay. Você, meu caro, com seu longo passado, sua tradição bíblica, está sendo traído em nome do turismo.

Foto: Fabiana, Marina e Alessandra



Crônica de Quinta: Pelo menos, por hoje

Marina Manda Lembranças, quinta-feira, 09 de outubro de 2014


As semanas são todas iguais. Começam na segunda-feira e desfilam seus sete dias na mesma idêntica sequência, para terminarem à meia- noite de domingo. Aqui, como em qualquer lugar, como no Japão, do outro lado do globo, em linha reta debaixo dos nossos pés. Sempre a mesma coisa, uma semana atrás da outra e na frente também, sete dias em fila indiana como elefantes, de domingo a segunda. E a previsão de mais sete adiante.

No Brasil, confirmamos que é sábado - e que amanhã será domingo- comendo feijoada. Nas casas de outros países reafirma-se o domingo - que invariavelmente antecede a segunda- servindo à mesa carne assada. Ou lasanha. Ou sushi. Ou, então, almoçando de forma quase ritual na " casa da mãmãe".

Também os dias são todos iguais, menos os dois do fim de semana que são iguais entre si como irmãos gêmeos, mas não têm nada a ver com os outros. Os dias iguais das semanas iguais começam todos do mesmo jeito: obrigando a gente a abrir os olhos e a pensar que vai ser preciso levantar. Algumas pessoas se espreguiçam, mas não é tão obrigatório quanto abrir os olhos, o dia pode começar sem isso. Há gente que toma banho depois de sair da cama - antes, ficaria difícil- mas isso tampouco é obrigatório. O que, sim, é indispensável para colocar o dia em movimento, é o cheiro de café espalhando-se pela casa. O cheiro prende-se a uma presença que irmana todas as casas, a borra de café. Pode estar no coador, na maquininha italiana, no sachê descartável, na pia da cozinha, ao redor do ralo ou no saco de lixo, mas o cheiro não existe sem ela.

A partir daí, a rotina dos dias é de uma monotonia espantosa. Café tomado, há que trabalhar, comer, trabalhar mais, voltar do trabalho, comer novamente - se for possível - ver televisão e deitar para dormir na mesma cama da qual fomos expulsos de manhã, sabendo que no dia seguinte abriremos os olhos que ainda nem acabamos de fechar. Durante essas atividades, nos dedicamos a falar da própria vida e da alheia, e a despejar nosso lote de queixas a respeito do mundo e da existência.

Todos os dias temos algo de que nos lamentar. Mas, quando interrogados pelas pesquisas de comportamento, costumamos responder que somos felizes. Os dias, as semanas, os meses somados formam os anos. Os anos somados formam a vida. A única coisa que de fato muda todos os dias, embora só o confessemos uma vez por ano, é a idade. E se conseguimos sobreviver ao tédio é somente porque, sendo iguais, os dias são todos diferentes.

Abrimos os olhos, e nosso GPS interior é acionado automaticamente. O menu do dia anterior passa pela cabeça no tempo de duas piscadelas, seguido pelo cardápio do dia que começa. Já saímos da cama programados. O vento soprou em outra direção durante a noite, o clima mudou, ontem sandálias hoje galochas. O cheiro de café, a borra. E o dia se põe em marcha. Tudo pode acontecer. O encontro que mudará nossa vida está a caminho, a pessoa que deixará um cão na nossa casa já separou o filhote, uma surpresa ou um espanto nos espera além da esquina. E porque tudo pode acontecer, seguramos firme a alça da rotina, daquela rotina aparentemente monótona que nos permite crer que tudo será como ontem, que a vida continuará sendo como a conhecemos, que nada de ruim nos aguarda, que, pelo menos por hoje, estamos salvos.

Foto: Marina, Alessandra e Affonso

Leitura do poema Os Outros


OS OUTROS

À mesa do restaurante
sentados frente a frente
você e eu
lemos.
Os outros nos olham
e pensam:
que casal indiferente.
Enganam-se.
É lendo juntos
cada um no casulo do seu livro
que você
e eu
mais nos amamos. 

Crônica de Quinta: Quando a memória manda

Marina Manda Lembranças, quinta-feira, 02 de outubro de 2014



Coisa mais autônoma é a memória, que tantas vezes se recusa a atender quando a convocamos, e tantas outras se manifesta sem ter sido chamada.

Cada vez que preparo a "pasta"- os outros podem dizer "macarrão", mas eu me mantenho tão fiel ao hábito alimentar quanto à palavra - penso em Luciana. E há mais de 40 anos faço "pasta" duas vezes por semana. Luciana era a desenhista míope e gordinha que vinha em casa da minha avó, passar a limpo os esboços do meu tio figurinista. Eu era criança e, de pé ao lado da prancheta, acompanhava o surgir do milagre sobre a folha branca, fascinada como se observasse um Michelangelo. Pois essa mulher amorosa, certamente mais distraída do que deveria, acabou morrendo de forma trágica, muitos anos mais tarde, em consequência das queimaduras sofridas quando, sozinha em casa, derramou sobre si mesma a água fervente em que havia cozinhado a "pasta". Tornou-se inevitável para mim, ao jogar o macarrão na panela, que o nome dela aflore com a fervura.

Basta entrar na minha garagem dirigindo, para que a imagem de Arakén se sente ao meu lado no banco do carona, e eu o ouça dizer que admira a perícia com que evito as colunas. Trabalhei muitos anos com Arakén Távora. Primeiro, em televisão apresentando as longas entrevistas que ele fazia com grandes personalidades da cultura, no programa Os Mágicos, da TVE - e que a TVE apagou mais tarde para aproveitar os filmes! -. Depois, participando do projeto Encontro Marcado, que levava escritores às universidades do país inteiro. Viajamos juntos durante muitos anos, e teria infinitas coisas para contar dessa figura singular, desse jornalista inventivo de quem acabei me tornando confidente. Mas é na hora de passar pela primeira coluna da garagem, que a voz baritonal dele me chama, "Marininha...". E foi por causa dessa voz, da excessiva confiança provocada por seus elogios ao meu talento de motorista, que um dia acabei rebentando a lateral do carro na segunda coluna.

Ontem, minha filha, que me sabia sozinha em casa e conhece meu amor por cinema, telefonou para me dizer em que horário e canal passaria O Homem Que Sabia Demais, de Hitchcock. E à noite assisti o filme com minha avó. Está morta há muitíssimo tempo essa avó que me amava. Mas por volta dos meus 20 anos, fugindo de um noivado que havia deixado de ser uma boa idéia, passei cerca de seis meses no apartamento dela, em Roma. Meu quarto era no andar de baixo, cujo acesso se fazia por uma escada em caracol.

Passava naquele tempo, na televisão, uma série de filmes curtos de Hitchcock, como um seriado, apresentados pelo próprio autor , que aparecia antes, recortado em silhueta. Creio que a mesma série passou também no Brasil, embora bem mais tarde. Minha avó adorava esses filmes. E tantas vezes, estando eu no meu quarto desenhando - havia deixado para trás a Faculdade de Belas Artes- ouvia a musiquinha sincopada que anunciava o programa, e logo em seguida a voz alegre da minha avó chamando: "Marina, c'`e Hitchcock!!". Então eu subia correndo a escada só curvas, e sentávamos as duas diante da televisão, com o mesmo sorriso expectante.

Depois disso, embora lembre da minha avó com frequência e por diferentes motivos, não há possibilidade de eu ver mestre Hitchcock, sem que ela esteja junto.

Fotos: Exposição A Morada do Ser


A exposição "Morada do Ser" teve abertura na última quinta-feira e permanece até 02 de novembro. É uma exposição individual do ilustrador Jader de Melo sobre o trabalho da escritora Marina Colasanti.
Está aberta ao público no SESC Centro nos dias e horários:
Terça a sextas-feiras das 08h às 21h30
sábados das 15h30h às 21h30h
domingos das 15h30 às 19h
Agende grupos para visita pelo (62) 3933-1711 / 1712
 
Jader de Melo

Promoção de aniversário da Marina

Hoje é aniversário da nossa querida escritora Marina Colasanti. Para comemorar data tão especial a equipe Marina Manda Lembranças irá sortear um exemplar do livro "Como uma carta de amor" (Global editora).


Nos vários contos desse livro, mulheres apaixonadas, reis, príncipes, nômades, homens comuns e animais passeiam de lá para cá nas histórias, construindo enredos fantásticos, que apelam para a imaginação e a fantasia do leitor e provocam as mais diferentes sensações e os mais profundos sentimentos: “Não demorou muito (...) para que os grandes portões lhes fossem abertos. Só então foi possível ver que seus dentes eram pontiagudos e recobertos de ferro. Mas já era tarde.” “A noite estava carregada de cheiros e habitada de presenças. Do mato onde se escondia, uma cobra viu a rápida ação da coruja, viu o camundongo desaparecer no bico adunco, ouviu o pio de satisfação e desafio que a coruja lançou no ar.” “Naquela manhã o sol demorou a levantar-se, como se quisesse dar mais tempo ao príncipe para a despedida.”

Para participar é só seguir a página Marina Manda Lembranças no facebook e seguir as instruções.